Olha, um tesouro!
Olha, um tesouro!









Dentre minhas brincadeiras de infância, devo fazer uma observação também sobre meus raros momentos de peraltices de pré-adolescente. Nas nossas visitas à casa dos tios, eu e Luisa (como sempre), com 12 e 10 anos respectivamente, fomos à casa de tia Cidinha ver Anna Elisa, que devia ter uns 2 anos na época.
Ela sempre foi uma menina meiga, loirinha que mais parecia uma bonequinha. E eu e Luisa vendo toda aquela brancura, não poderíamos deixar de colocar nossa maldade em ação.
Tia Cidinha tinha acabado de dar banho
- Bate o ovo na cabeça Anna Elisa, vai sair estrelinha dele.
Mostramos como fazer, mas na nossa mão não tinha nenhum ovo, então, ela repetiu o gesto, mas com a outra mão (sem ovo).
Já estávamos impacientes com tanta lerdeza! – queríamos que uma criança de 2 anos fosse tão rápida e ágil quanto nós duas.
Rapidamente, olhei para a cesta de legumes, peguei uma cebola e bati na minha cabeça pedindo que Anna Elisa repetisse o mesmo gesto.
E não é que ela “socou” o ovo na sua cabeça? E ainda por cima ficou olhando pra ver as estrelinhas!
Quase fizemos xixi na calça de tanto rir! E tia Cidinha, uma fera com a gente. Só não nos expulsou da casa porque corremos antes.
As visitas?
Ficamos um bom tempo sem ver Anna Elisa.


